Olá!

Já pensou se o mundo pudesse ser diferente?

Se as coisas que você lamenta pudessem ter sido diferentes? 

Se os erros que você cometeu não tivessem acontecido? 

E se aquela pessoa não tivesse te machucado? 

Como seria sua história se você tivesse feito escolhas diferentes?

E se... e se... e se... Passamos tanto tempo presos nesse "e se" que esquecemos de viver o "e agora?".

Bem-vindo(a) à Edição 9 da Newsletter Minha SelfStory, Minha Vida, nossa quarta edição de ROTEIROS DE REFERÊNCIA da primeira temporada.

Hoje, vamos explorar um livro profundo e libertador: "O mundo poderia ser diferente", de Norman Fischer e descobrir como a aceitação radical do que foi pode te libertar para escrever o que ainda será.

Por que este livro agora?

Porque toda história de vida tem memórias dolorosas, arrependimentos. Escolhas que você gostaria de ter feito diferente.

E aqui está a questão: como você escreve sua história quando há partes dela que você gostaria de apagar?

Norman Fischer, mestre zen e poeta, oferece uma resposta que pode mudar tudo:

"O mundo poderia ser diferente. Mas não é. E é exatamente nesse 'não é' que mora sua liberdade."

Este livro te ensina a aceitar o que foi sem resignação. A usar essa aceitação como combustível para transformar o que ainda será.

O que Norman Fischer nos ensina?

Norman Fischer é um mestre zen budista, poeta e professor que passou décadas explorando a relação entre aceitação e transformação.

Em "O mundo poderia ser diferente", ele propõe algo que parece contraditório à primeira vista:

Para mudar o futuro, você precisa aceitar completamente o passado.

Não "aceitar" no sentido de resignação passiva. Mas aceitar no sentido de reconhecer plenamente o que foi, sem negação, sem fantasia, sem "e se".

A diferença entre aceitação e resignação

Fischer faz uma distinção muito interessante:

Resignação diz: "As coisas são assim e não há nada que eu possa fazer. Desisto."

Aceitação diz: "As coisas são assim. Eu reconheço isso plenamente. E agora, o que eu faço com essa realidade?"

Resignação paralisa. Aceitação liberta.

Exemplo do livro: A história do monge e a pedra

Fischer conta a história de um monge que, durante uma caminhada na montanha, tropeçou em uma pedra e caiu, machucando gravemente o joelho.

Durante meses, ele sentiu raiva da pedra. "Por que ela estava ali? Por que eu não vi? Por que isso aconteceu comigo?"

Até que seu mestre lhe disse:

"A pedra estava lá. Você tropeçou. Seu joelho machucou. Essas são as únicas verdades. Todo o resto, o 'por quê', o 'e se', a raiva, tudo isso é ficção que você está criando. E essa ficção está te impedindo de curar."

Quando o monge finalmente aceitou o que havia acontecido sem julgamento, sem raiva, sem "e se", ele conseguiu focar na cura. E o joelho sarou.

A lição:

Enquanto você está preso no "e se", você não está presente no "e agora". E é no "e agora" que a transformação acontece.

Aplicação prática: aceitando sua própria história

Fischer aplica esse princípio à vida como um todo:

Você pode passar a vida inteira lamentando:

  • "E se eu tivesse escolhido outra carreira?"

  • "E se eu não tivesse casado com aquela pessoa?"

  • "E se eu tivesse sido um pai/mãe melhor?"

  • "E se eu tivesse aproveitado aquela oportunidade?"

Ou você pode aceitar:

"Eu escolhi aquela carreira. Aprendi coisas valiosas. E agora posso escolher diferente."

"Eu me casei com aquela pessoa. Vivi experiências importantes. E agora sei melhor o que quero."

"Eu fui o pai/mãe que consegui ser naquele momento. E agora posso ser diferente."

"Eu perdi aquela oportunidade. E outras virão."

Vê a diferença?

A aceitação não apaga o passado. Mas te liberta dele.

O paradoxo da aceitação: aceitar para transformar

Fischer propõe algo que parece contraditório: você só consegue mudar o que aceita completamente. Enquanto você nega, resiste ou lamenta o que foi, você está preso naquilo.

Mas quando você aceita, "sim, isso aconteceu; sim, eu fiz essa escolha; sim, eu sofri essa dor”, você se liberta para agir diferente.

Exemplo pessoal que Fischer compartilha:

Ele conta sobre um período da vida em que se sentiu um fracasso como pai. Seus filhos eram adolescentes, e ele estava sempre ausente, focado no trabalho espiritual.

Durante anos, ele carregou culpa. "Eu deveria ter sido diferente. Eu deveria ter estado mais presente."

Até que percebeu: a culpa não mudava nada. Só o mantinha preso.

Quando ele aceitou, "eu fui o pai que consegui ser naquele momento, com as limitações que tinha" - ele conseguiu agir diferente dali para frente. Reconectou-se com os filhos. Pediu desculpas. Reconstruiu a relação.

A aceitação não justificou o erro. Mas permitiu a transformação.

Como este livro fortalece a Metodologia CENA

A Metodologia CENA que criei para orientar as pessoas que querem rever suas histórias de vida, interpretá-las com um novo olhar e escrevê-las tem quatro etapas, e "O mundo poderia ser diferente" é essencial para todas elas:

C – CONECTAR 

Conectar com suas raízes significa revisitar experiências, incluindo as dolorosas. Fischer te ensina a fazer isso com aceitação, não com negação ou fantasia.

E – EXTRAIR 

Extrair os momentos significativos significa reconhecer o que realmente aconteceu, não o que você gostaria que tivesse acontecido. A aceitação radical facilita essa extração honesta.

N – NARRAR 

Narrar sua história com autenticidade significa contar a verdade, incluindo os erros, as dores, os arrependimentos. Fischer te dá a coragem para fazer isso sem se destruir no processo.

A – ALINHAR 

Alinhar sua história com seu futuro só é possível quando você aceita completamente o passado. Enquanto você está preso no "e se", não consegue agir no "e agora".

Em resumo: este livro te liberta do passado para que você possa escrever o futuro com consciência.

Se você quer escrever sua SelfStory, este livro é essencial.  

Porque vai se deparar com cenas que vão ativar memórias dolorosas. E talvez sinta vontade de pular essas partes da sua história. Ou de "editar" a verdade para que sua história pareça mais bonita.

Norman Fischer te diz: não faça isso. Não porque você precisa sofrer. Mas porque a verdade, quando aceita, te liberta.

As passagens de vida sobre arrependimentos, perdas, erros e dores não fizeram parte da sua SelfStory para te punir e sim para te libertar através da aceitação e aproveitar esse aprendizado para roteirizar cenas mais felizes para as próximas etapas de vida. 

E este livro vai te inspirar muito sobre as cenas que deseja para os próximos capítulos da sua história.  

Se você ainda não começou a escrever a sua história: este livro vai te preparar para essa experiência incrível, diria que a mais importante da sua vida!

E vai te preparar também para quando o Desafio SelfStory SM chegar, acompanhado do Guia Biográfico SelfStory SM. 

Porque a experiência no ecossistema SelfStory SM não será sempre confortável. Haverá reflexões e cenas que vão te fazer chorar. Flashbacks que vão te fazer questionar escolhas. Retrospectivas que vão trazer à tona dores que você pensava ter superado.

E isso é bom!

Porque é nesse desconforto que a transformação acontece.

Mas você precisa estar preparado(a) para aceitar o que vier, não para negá-lo, não para fantasiá-lo, mas para reconhecê-lo plenamente.

Norman Fischer te dá as ferramentas para isso.

Exercícios práticos: minidesafios de aquecimento para a escrita da sua SelfStory, inspirados em Norman Fischer

Exercício 1️⃣: Identifique um "e se" que te prende

Escreva à mão: "Qual é o 'e se' que mais me assombra?" (E se eu tivesse escolhido diferente? E se eu não tivesse perdido aquela oportunidade?)

Depois, reescreva transformando o "e se" em aceitação:

  • "Eu escolhi aquilo. E aprendi isso."

  • "Eu perdi aquela oportunidade. E outras vieram."

Objetivo: Praticar a transformação de lamento em aceitação.

Exercício 2️⃣: Aceite um arrependimento

Escolha um arrependimento que você carrega. Escreva:

  • O que aconteceu (os fatos, sem julgamento)

  • Por que você fez aquela escolha naquele momento (com compaixão)

  • O que você aprendeu

  • Como você age diferente hoje

Objetivo: Libertar-se da culpa através da aceitação compassiva.

Exercício 3️⃣: Reconheça uma dor sem negá-la

Pense em uma experiência dolorosa que você tende a minimizar ou negar. Escreva:

  • O que realmente aconteceu (a verdade completa)

  • Como isso te afetou (sem dramatizar, mas sem minimizar)

  • O que você ganhou ao sobreviver a isso

Objetivo: Praticar a aceitação radical que Fischer ensina.

Exercício 4️⃣: Transforme aceitação em ação

Escolha algo do seu passado que você finalmente aceita. Escreva:

  • "Eu aceito que isso aconteceu."

  • "E agora, o que eu faço com essa aceitação?"

  • "Como isso me liberta para agir diferente daqui para frente?"

Objetivo: Usar a aceitação como trampolim para transformação futura.

Perspectiva da biógrafa: por que este livro mudou minha forma de conduzir mentorias

Como biógrafa, uma das partes mais delicadas do meu trabalho é quando meus clientes ficam presos no "e se".

"E se eu tivesse estudado medicina como meu pai queria?" 

"E se eu não tivesse me divorciado?" 

"E se eu tivesse sido mais corajoso(a)?"

Antes de ler Norman Fischer, eu tentava "consertar" esses "e se" com lógica: "Mas olha tudo de bom que veio da sua escolha!"

Mas isso raramente funcionava. Porque a pessoa não precisava de lógica. Ela precisava de permissão para aceitar.

Depois de ler Fischer, aprendi a fazer uma pergunta diferente:

"O que você ganharia se aceitasse completamente que isso aconteceu, sem julgamento, sem 'e se', apenas reconhecendo a verdade?"

E algo transformador acontecia. A pessoa parava de lutar contra o passado. E começava a construir o futuro.

É por isso que escolhi este livro para fazer parte dessa série de Roteiros de Referência da primeira temporada. Porque quando você for escrever as cenas da sua SelfStory, seja de forma independente ou com a minha supervisão no Desafio SelfStory SM, você vai precisar dessa habilidade de aceitar para transformar.

O que vem a seguir?

Estamos quase chegando ao final da 1ª Temporada da Newsletter Minha SelfStory, Minha Vida, faltam apenas 3 edições.

Mas como tem um Carnaval chegando, teremos uma edição especial nos próximos dias. Não percam porque vai ser muito especial. 

Sua SelfStory não pode esperar mais "e se". Ela precisa do seu "e agora".

Até a próxima edição!

Um abraço caloroso,

Sandra Mello 

Biógrafa Roteirista | Criadora da Metodologia CENA 

@sandramellosma2

P.S.: Se você ainda não leu "O mundo poderia ser diferente", esta síntese já te dá o essencial. Mas se quiser se aprofundar, o livro está disponível em livrarias.

P.P.S.: O Guia SelfStory SM está ficando “absolut cinema” e eu não vejo a hora de te poder contar tudo sobre o Desafio SelfStory SM.  

Clique aqui e veja todas as edições anteriores!

Ou acesse https://news.selfstory.com.br/ digitando no seu navegador.

Reply

Avatar

or to participate

Keep Reading