Olá!

Neste Carnaval, enquanto o mundo se entrega à folia e às máscaras que nos convidam a ser outros por alguns dias, proponho uma reflexão que transcende a festa.

Por que escolhi este momento de desfiles e fantasias para um conteúdo tão profundo?

Porque é na efemeridade desta celebração, onde a verdade se esconde e se revela em igual medida, que encontro a metáfora perfeita para as máscaras que usamos na vida. Não as de papel machê ou lantejoulas, mas aquelas que construímos meticulosamente para nos proteger, para nos encaixar, para atender a expectativas alheias.

Máscaras de "forte", de "perfeita(o)", de "sempre ocupada(o)", de "tudo sob controle".

Máscaras tão bem ajustadas que, com o tempo, se fundem à nossa pele, obscurecendo nossa verdadeira essência e impedindo-nos de viver nossa própria história.

E se a sua maior fantasia, a mais elaborada e persistente, fosse a sua própria vida, vivida sob um disfarce?

A boa notícia é que a folia não precisa terminar para que a sua verdadeira história comece. Na verdade, é justamente quando as máscaras caem, quando a festa acaba, quando o silêncio volta, quando você se vê novamente no espelho, que a transformação mais profunda pode começar.

Bem-vindo(a) à Edição Especial de Carnaval da Newsletter Minha SelfStory, Minha Vida.

Hoje, vamos fazer uma reflexão provocadora sobre as máscaras que usamos 365 dias por ano, sobre o que significa realmente "escrever sua própria história", e sobre porque o verdadeiro recomeço do seu ano pode estar começando agora, em março.

Prepare-se para a sua mais autêntica folia: a celebração de quem você realmente é.

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AS MÁSCARAS QUE USAMOS QUANDO NÃO É CARNAVAL

No Carnaval, escolhemos nossas máscaras conscientemente.

Decidimos ser uma sereia, um pirata, um personagem de filme. Usamos por algumas horas, tiramos fotos, nos divertimos, e depois guardamos na gaveta até o próximo ano.

Mas e as máscaras que usamos no resto do ano? Essas, não escolhemos tão conscientemente. Na verdade, muitas delas foram colocadas em nós tão cedo na vida que nem percebemos que as estamos usando.

A máscara de "Forte"

"Não demonstre fraqueza. Não chore. Não peça ajuda. Resolva com os recursos que tem."

Quantas vezes você já se sentiu exausta(o), mas disse "estou bem" quando alguém perguntou? Quantas vezes engoliu o choro porque "não era o momento"? Quantas vezes carregou um peso sozinha(o) porque pedir ajuda seria "admitir que não dá conta"?

A máscara de forte nos protege da vulnerabilidade. Mas também nos isola da conexão genuína, da compaixão alheia, e da possibilidade de sermos amados não apesar das nossas fragilidades, mas justamente por sermos humanos o suficiente para tê-las.

A máscara de "Perfeita(o)"

"Seja impecável. Não erre. Não decepcione. Esteja sempre à altura."

Essa máscara é exaustiva. Ela transforma cada dia em uma performance, cada interação em um teste, cada erro em uma catástrofe existencial. Você não pode ser humano quando está usando a máscara da perfeição. E a vida, sem humanidade, é apenas um palco frio.

A máscara de "Sempre Ocupada(o)"

"Não pare. Não descanse. Produtividade é valor. Descanso é preguiça."

Essa máscara nos dá a ilusão de que estamos "vencendo na vida" porque estamos sempre em movimento. Mas movimento não é necessariamente direção. E estar ocupado não é o mesmo que estar vivo. Às vezes, você está tão ocupado correndo que esquece de perguntar: "Para onde estou indo? E isso é para onde eu realmente quero ir?"

A máscara de "Agradável"

"Não cause conflito. Não decepcione. Seja simpática(o). Coloque os outros em primeiro lugar."

Essa máscara é especialmente comum em mulheres. Fomos ensinadas desde cedo que nossa função é agradar, cuidar, não incomodar. E enquanto usamos essa máscara, nossa própria voz vai ficando cada vez mais fraca, até que um dia acordamos e percebemos que não sabemos mais o que queremos, apenas o que os outros querem de nós.

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O PROBLEMA DAS MÁSCARAS NÃO É USÁ-LAS. É ESQUECÊ-LAS.

Deixa eu ser clara: máscaras não são inerentemente ruins.

Às vezes, precisamos delas. Para sobreviver em ambientes hostis. Para proteger nossa vulnerabilidade até encontrarmos espaços seguros. Para darmos conta de atravessar estruturas sociais complexas.

O problema não é usar máscaras.

O problema é esquecer que você as está usando.

É quando a máscara se funde ao seu rosto. Quando você não sabe mais onde termina a performance e onde começa a sua verdade. Quando você olha no espelho e não reconhece quem está ali, porque faz tanto tempo que não vê seu rosto sem disfarce.

E aqui está a ironia mais cruel: você pode passar a vida inteira vivendo uma história que nem é sua.

Uma história escrita por expectativas alheias, por pressões sociais, por medos antigos, por máscaras que você nem lembra de ter colocado.

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A VIDA COMEÇA QUANDO VOCÊ DECIDE ESCREVER SUA PRÓPRIA HISTÓRIA

Muitos de nós passamos a vida "vivendo".

Acordamos, cumprimos rotinas, reagimos a eventos, acumulamos experiências. É como se fôssemos personagens em um roteiro que alguém mais escreveu, ou pior, em um roteiro que se escreve sozinho, sem nossa intervenção consciente.

A vida acontece, e nós estamos lá, testemunhando-a, participando dela, mas raramente a dirigindo.

Mas há uma diferença gigante entre "viver" e "escrever sua própria história".

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VIVER X ESCREVER SUA HISTÓRIA

Viver é o ato de existir.

É a sucessão de dias, de encontros, de desafios e de alegrias. É o fluxo contínuo de cenas que se desenrolam diante dos nossos olhos. É acordar, trabalhar, comer, dormir, repetir. É ser levado pela corrente.

Escrever sua própria história é um ato de autoria.

É tomar as rédeas da narrativa, não apenas como personagem, mas como o roteirista, o diretor e o editor-chefe da sua própria existência.

Não se trata de controlar cada evento, porque a vida, afinal, é imprevisível. Você não controla quando chove, quando uma pandemia acontece, quando alguém que você ama parte. 

Mas você controla:

✍️ O significado que você atribui a esses eventos

✍️ A direção que você escolhe dar às suas próximas cenas

✍️ A forma como você se posiciona diante de cada cena

✍️ Quais padrões você repete e quais você quebra

✍️ Como você transforma dor em sabedoria, caos em coerência  

QUANDO VOCÊ APENAS VIVE:

Você é levado pela corrente

Suas escolhas são reações automáticas

Suas emoções são respostas condicionadas

Sua identidade é moldada por expectativas externas

Você repete padrões que não te servem mais

Você vive uma vida que parece pertencer a outra pessoa

Há uma vagueza, uma sensação de que algo essencial está faltando  

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QUANDO VOCÊ DECIDE ESCREVER SUA HISTÓRIA:

Você ganha clareza sobre quem você é e quem quer ser

Não mais uma identidade emprestada, mas uma construída conscientemente, baseada nos seus valores, não nos valores alheios.

Você quebra padrões que te aprisionam

Aquele relacionamento tóxico que você repete desde os 20 anos? Aquela autossabotagem que aparece sempre que algo bom está prestes a acontecer? Você identifica, processa, transforma.

Você cria um enredo autêntico

Alinhado com sua verdade mais profunda, não com o que você "deveria" ser ou fazer.

Você se torna o arquiteto da sua alma

Não um espectador passivo, mas o protagonista ativo da sua única e irrepetível vida.

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EXEMPLO REAL: QUANDO A HISTÓRIA COMEÇA

Deixa eu te contar sobre Ana Carla (nome alterado).

Aos 50 anos, ela tinha "tudo": casamento estável, filhos criados, carreira sólida. Mas quando me procurou para participar da minha mentoria biográfica, suas primeiras palavras foram: "Eu não sei quem eu sou quando não estou sendo mãe, esposa ou profissional."

Durante meses, trabalhamos juntas. E o que descobrimos foi revelador:

Ana Carla tinha passado 50 anos usando máscaras. A máscara da "boa menina" na infância. A máscara da "esposa dedicada" no casamento. A máscara da "mãe perfeita" na maternidade. A máscara da "profissional impecável" no trabalho.

Mas quem era Ana Carla, sem essas máscaras? Ela não sabia.

E foi justamente ao se fazer essa pergunta, ao decidir escrever sua própria história, não a história que esperavam dela, que sua vida realmente começou.

Ela não abandonou os papéis. Continuou sendo mãe, esposa, profissional. Mas agora, essas eram escolhas conscientes, não performances automáticas. Ela sabia quem era por trás de cada papel. E isso mudou tudo.

Essa é a diferença entre viver e escrever sua história.

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ESCREVER SUA HISTÓRIA É UM PROCESSO DE TRÊS ETAPAS:

1. Decisão

Decidir quais são seus valores inegociáveis, quais são seus sonhos mais profundos, qual é o legado que você quer deixar. É a coragem de dizer: "Eu vou parar de viver no piloto automático."

2. Processamento

Processar as experiências vividas, as dores, as vitórias, os aprendizados. Transformar o caos em coerência, o fragmentado em um todo significativo. É a honestidade de olhar para trás e perguntar: "O que essas cenas me ensinaram sobre mim?"

3. Criação

Criar intencionalmente o próximo capítulo. Não esperar que ele simplesmente aconteça, mas desenhá-lo com propósito e paixão. É a liberdade de dizer: "Eu escolho para onde vou a partir daqui."

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E SE VOCÊ NUNCA FEZ ISSO?

Se você chegou aos 40, 50, 60 ou mais anos e nunca parou para escrever conscientemente sua história, não se preocupe.

Não é tarde. Na verdade, pode ser o momento perfeito.

Porque agora você tem algo que não tinha aos 20: experiência. Você tem cenas acumuladas, lições aprendidas (mesmo que inconscientemente), padrões que se repetiram tempo suficiente para você finalmente enxergá-los.

A vida não começa aos 20, aos 30 ou aos 40.

A vida começa quando você decide escrevê-la.

E isso pode ser hoje. Pode ser agora. Pode ser depois que você terminar de ler esta newsletter e se perguntar, pela primeira vez com honestidade brutal: "Essa vida que estou vivendo é realmente minha? Ou é o roteiro que outros escreveram para mim?"

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O ANO NOVO DE VERDADE COMEÇA EM MARÇO

O calendário insiste em nos dizer que o ano começa em janeiro.

Fogos de artifício iluminam o céu. Promessas de academia enchem as conversas. Listas de metas são escritas com entusiasmo nos primeiros dias de janeiro, e muitas vezes se perdem antes mesmo de fevereiro chegar.

É um ritual bonito, sim. Esperançoso. Necessário, até.

Mas será que foi o nosso Ano Novo de verdade?

Ou foi apenas uma data arbitrária, uma convenção social que nos impõe um recomeço que nem sempre ressoa com o nosso ritmo interno?

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O RITUAL DO RECOMEÇO FORÇADO

Janeiro nos pega ainda na inércia emocional de dezembro.

Ainda estamos digerindo as festas, os encontros familiares (alguns maravilhosos, outros exaustivos), as expectativas não cumpridas do ano que passou. Ainda estamos processando quem fomos nos últimos 12 meses.

E então, de repente, nos dizem: "Recomece. Seja novo. Tenha metas. Mude tudo."

É rápido demais. É como pedir a uma lagarta que vire borboleta sem dar tempo para o casulo.

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O PORTAL DO CARNAVAL

Para muitos de nós, o verdadeiro "reset" acontece depois do Carnaval.

É como se a folia, com sua explosão de cores e a suspensão temporária da realidade, servisse como um portal. Um portal para a introspecção, para a ressaca não apenas física, mas existencial.

É quando as máscaras caem. As fantasias são guardadas.

E somos confrontados novamente com a nossa própria imagem no espelho.

E é nesse momento de silêncio pós-festa que uma pergunta vital dá o ar da graça:

"Quem sou eu, de verdade, por trás de tudo isso?"

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POR QUE MARÇO É O VERDADEIRO ANO NOVO?

1️⃣ Você já processou o ano anterior

Em janeiro, você ainda está no meio do turbilhão. Em março, você já teve tempo de olhar para trás com clareza. Você já sabe o que funcionou, o que não funcionou, o que te fez feliz, o que te drenou.

2️⃣ A energia da transformação está madura

O Carnaval, com sua intensidade e sua catarse coletiva, libera algo em nós. É como se queimássemos simbolicamente o velho e abríssemos espaço para o novo. E é justamente após essa queima que podemos plantar sementes novas.

3️⃣ Não é uma data imposta. É uma escolha.

Janeiro é o Ano Novo do calendário.

Março é o Ano Novo da sua verdade.

Não é uma obrigação social. É uma decisão consciente. É você dizendo: "Agora. Agora eu estou pronto para recomeçar de verdade."

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O ANO NOVO DA INTENCIONALIDADE

Este não é um Ano Novo de resoluções vazias.

Não é sobre "perder 10 kg", "ganhar mais dinheiro", "ser mais produtivo". Essas metas são válidas, mas muitas vezes são reativas, não intencionais.

O Ano Novo de março é sobre intencionalidade profunda:

📝 Olhar para o roteiro da sua vida e perguntar: "Estou satisfeito com o que está sendo escrito?"

📝 Ter a coragem de dizer: "Não. Não estou. E vou reescrever."

📝 Identificar as máscaras que você ainda está usando e decidir, conscientemente, quais servem e quais precisam ser guardadas.

📝 Criar o próximo capítulo com propósito, paixão e autenticidade.

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EM MARÇO, ALGO INCRÍVEL ESTÁ CHEGANDO

Nos primeiros dias de março, algo muito especial e transformador será revelado.

Uma experiência cuidadosamente desenhada para que você possa, finalmente:

Desvendar sua essência

Derrubar as máscaras que já não servem

Reescrever seu próprio enredo, muito além de qualquer disfarce  

Não é mais um curso. Não é mais uma promessa vazia de “transformação instantânea”.

É um processo profundo, estruturado, cinematográfico, que honra a complexidade da sua história e te dá as ferramentas para escrevê-la com clareza e coragem.

Mas por enquanto, guarde isso:

O seu verdadeiro Ano Novo está começando agora.

E a preparação mais importante que você pode fazer é se perguntar, com honestidade brutal:

“Que máscaras eu ainda estou usando? E quem eu sou quando as tiro?”

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GARRA: O PODER DA PAIXÃO E DA PERSEVERANÇA

Ao longo da vida, somos bombardeados com histórias de sucesso.

Vemos pessoas que alcançam feitos extraordinários e, muitas vezes, nos perguntamos: "Qual é o segredo delas? É talento? Sorte? Uma inteligência superior? Conexões? Nasceram na família certa?"

A psicóloga Angela Duckworth, em seu livro aclamado "Garra: O Poder da Paixão e da Perseverança", nos oferece uma resposta que é ao mesmo tempo surpreendente e profundamente libertadora:

O segredo não está apenas no talento inato.

Está em algo que ela chama de Garra.

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O QUE É GARRA?

Garra, para Duckworth, é a combinação de paixão e perseverança por objetivos de longo prazo.

Não é apenas ter um sonho. Não é apenas "querer muito algo". 

É ter a resiliência para perseguir esse objetivo, dia após dia, ano após ano, mesmo diante de:

Obstáculos que parecem intransponíveis

Fracassos que te fazem questionar tudo

Desânimo que sussurra "desista, não vale a pena"

A voz interna que diz "você não é bom o suficiente"  

Garra é a capacidade de:

Manter o foco em algo que realmente importa para você

Continuar mesmo quando o caminho se torna árduo

Levantar-se mais uma vez depois de cair pela décima vez

Aprender com os erros em vez de ser destruído por eles

Avançar com propósito inabalável mesmo quando a recompensa parece distante  

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O ESTUDO QUE MUDOU TUDO

Angela Duckworth conduziu pesquisas fascinantes com:

- Cadetes de West Point (academia militar dos EUA)

- Finalistas de concursos nacionais de soletração

- Professores de escolas em regiões desafiadoras

- Vendedores de alto desempenho  

E o que ela descobriu foi revolucionário:

Garra é um potencializador mais forte de sucesso do que:

QI

Talento inato

Inteligência social

Background familiar

Recursos financeiros

O que diferencia quem consegue de quem não consegue não é a ausência de quedas.

É a capacidade de se levantar mais uma vez.

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TALENTO X GARRA: A DIFERENÇA CRUEL

Aqui está a verdade que ninguém quer ouvir: talento sem garra é potencial desperdiçado.

Você conhece alguém assim? Aquela pessoa que "tinha tudo para dar certo", que era "brilhante", mas que nunca chegou a lugar nenhum porque desistiu no primeiro obstáculo?

Por outro lado:

Garra sem talento extraordinário pode levar você mais longe do que imagina. Não porque você é "o melhor". Mas porque você não desiste. Porque você aprende, ajusta, melhora, insiste.

A fórmula de Duckworth é simples e poderosa:

Talento × Esforço = Habilidade

Habilidade × Esforço = Conquista

Percebe? O esforço conta duas vezes.

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MAS GARRA NÃO É TEIMOSIA CEGA

Importante: garra não é insistir em algo que não faz sentido para você.

Não é bater a cabeça na mesma parede indefinidamente porque "você não é desistente".

Garra verdadeira envolve:

🎯 Paixão genuína - Você persegue porque importa profundamente, não porque "deveria"

🎯 Aprendizado constante - Você ajusta a rota, não repete os mesmos erros

🎯 Propósito claro - Você sabe POR QUE está fazendo isso

🎯 Resiliência consciente - Você cai, processa, aprende e levanta.  

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GARRA E A SUA SELFSTORY

Agora, deixa eu conectar isso com você.

Escrever a sua própria história não é um evento único. É uma experiência contínua.

É um processo que exige:

✍️ Introspecção (olhar para dentro, mesmo quando dói)

✍️ Coragem (confrontar verdades desconfortáveis sobre você e suas escolhas)

✍️ Persistência (não desistir na primeira resistência emocional)

✍️ E, acima de tudo, GARRA

Porque aqui está a verdade:

Não dá para dizer "depois eu penso nisso" quando se trata de desvendar sua essência.

Não dá para dizer "um dia eu paro para refletir sobre quem eu sou" e nunca parar.

Não dá para dizer "quando tiver tempo eu vou processar meu passado" e continuar repetindo os mesmos padrões por mais 10 anos.

A vida não espera.

E a sua história, muito menos.

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EXEMPLO REAL: GARRA EM AÇÃO

Deixa eu te contar sobre Afrânio (nome alterado), 52 anos.

Quando ele me procurou para trabalharmos sua história, estava no fundo do poço. Casamento acabado. Carreira estagnada. Relação distante com os filhos. Depressão.

As primeiras sessões foram brutalmente difíceis. Ele chorou. Resistiu. Quis desistir três vezes.

"Isso é muito doloroso", ele me disse. "Eu não sei se consigo."

E eu respondi: "Você não precisa conseguir tudo hoje. Você só precisa dar mais um passo. E amanhã, mais um. E no próximo dia, mais um."

Garra não é sobre força sobre-humana. É sobre passos pequenos, consistentes, na direção certa.

Afrânio ficou. E ao longo de 12 meses, ele:

Identificou padrões que repetia desde a adolescência

Processou traumas que nunca tinha verbalizado

Reconectou com valores que tinha esquecido

Reconstruiu sua relação com os filhos

Encontrou propósito em ajudar outros homens a fazerem o mesmo  

Hoje, Afrânio diz que esses 12 meses foram os mais difíceis e os mais transformadores da vida dele.

Não porque ele tinha talento especial para introspecção.

Mas porque ele teve GARRA para não desistir de si mesmo.

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VOCÊ TEM GARRA PARA ESCREVER SUA HISTÓRIA?

Essa não é uma pergunta retórica.

É uma pergunta real que você precisa se fazer agora:

"Eu tenho garra para fazer o que é necessário para realmente me conhecer? Para confrontar o que precisa ser confrontado? Para mudar o que precisa ser mudado?"

Porque aqui está o que vai acontecer nos primeiros dias de março:

Eu vou te oferecer uma oportunidade de escrever sua história de verdade. Com estrutura, profundidade, ferramentas reais. Mas a ferramenta sozinha não faz o trabalho. Você faz. E para isso, você vai precisar de garra.

A boa notícia?

Garra pode ser cultivada. Pode ser desenvolvida. Pode ser fortalecida.

E se você chegou até aqui nesta newsletter, você já tem mais garra do que imagina.

Prepare-se para cultivar ainda mais essa força.

Porque ela será a sua aliada mais poderosa na construção da vida que você nasceu para viver.

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MINIDESAFIO DE CARNAVAL: TIRE UMA MÁSCARA

Já que estamos no Carnaval, que tal um exercício prático?

Escolha UMA máscara que você usa no dia a dia.

(Forte, perfeita(o), sempre ocupada(o), agradável, controlado(a) etc.)

E faça este exercício de 3 passos:

PASSO 1: IDENTIFIQUE A MÁSCARA

Escreva à mão (sim, à mão, seu cérebro processa diferente):

📝 "A máscara que eu uso é a de ____________."

📝 "Eu comecei a usar essa máscara quando ____________."

📝 "Essa máscara me protege de ____________."

📝 "Mas também me impede de ____________."

PASSO 2: IMAGINE SEM ELA

Agora, escreva:

📝 "Se eu tirasse essa máscara, as pessoas veriam ____________."

📝 "E eu me sentiria ____________."

📝 "A vida seria diferente porque ____________."

PASSO 3: DÊ UM PASSO SEM A MÁSCARA

Escolha UMA situação esta semana onde você vai não usar essa máscara.

Exemplo:

Se sua máscara é "sempre forte", peça ajuda genuína a alguém.

Se sua máscara é "sempre ocupado", tire uma tarde inteira sem fazer NADA produtivo.

Se sua máscara é "sempre agradável", diga não a algo que você não quer fazer.

E depois, observe:

📝 "O que aconteceu quando eu tirei a máscara?"

📝 "Como eu me senti?"

📝 "O que eu aprendi sobre mim?"

Esse exercício não é sobre abandonar todas as suas defesas de uma vez. É sobre experimentar, conscientemente, quem você é sem elas. E perceber que, talvez, o mundo não desabe quando você mostra seu rosto verdadeiro.

Talvez, na verdade, você seja mais amado por ser humano do que por ser perfeito.

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APROVEITE O CARNAVAL E MARATONE AS EDIÇÕES ANTERIORES

Se você chegou até aqui, é porque a sua alma anseia por mais.

A sua história está chamando, e eu sei que você está pronto para dar novos passos.

Para aquecer os motores para o que está por vir em março, convido você a maratonar as edições anteriores de "Minha SelfStory, Minha Vida".

Cada newsletter é um capítulo, uma reflexão, um convite para você se reconectar com a sua essência e com o poder da sua narrativa.

Aqui estão as edições já publicadas nesta primeira temporada da News:

Você também pode acessar todo o conteúdo acessando:

news.selfstory.com.br

Não perca a oportunidade de revisitar insights que podem iluminar ainda mais o seu caminho.

Cada edição foi cuidadosamente preparada para te preparar para o que está por vir.

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O QUE VEM A SEGUIR

Depois deste Carnaval, teremos as 3 últimas edições da Temporada 1 de "Minha SelfStory, Minha Vida".

Cada uma vai te aproximar ainda mais do momento em que a transformação profunda vai se tornar acessível para você.

E então, em março, algo muito especial será revelado. Algo que levou 5 anos para ser criado. Algo que vai democratizar o que antes só estava disponível em processos biográficos personalizados. Algo que vai te dar as ferramentas para, finalmente, escrever sua própria história.

Prepare-se.

O Ano Novo da sua verdade está começando.

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UM EXCELENTE CARNAVAL PARA VOCÊ

O Carnaval, com suas máscaras e seus cenários, nos lembra que a vida é um palco.

Mas a verdadeira magia acontece quando decidimos não apenas atuar, mas escrever o nosso próprio roteiro.

Que este período de folia seja um convite para você refletir sobre:

🎭 As máscaras que você usa todos os dias

🎭 Quem você é quando as tira

🎭 A história que você está vivendo (e se ela é realmente sua)

🎭 O Ano Novo da sua verdade, que começa agora  

Em pouquíssimos dias, a experiência mais transformadora da sua vida vai começar.

E você está sendo convidada(o).

A sua história está esperando para ser escrita.

E eu estou aqui para te orientar nessa experiência maravilhosa.

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Com carinho e a certeza de que sua história é única,

Sandra Mello

Biógrafa Roteirista | Criadora da Metodologia CENA

@sandramellosma2

P.S.: Se você quiser viver sua mais autêntica folia, a celebração de quem você realmente é, sem máscaras, comece agora. Faça o minidesafio. Tire uma máscara, nem que seja por um dia. E observe o que acontece.

P.P.S.: O Guia Biográfico SelfStory SM está ficando "absolut cinema". E em março, você vai entender por que levou 5 anos para ficar pronto. Não é apenas mais um guia. É a ferramenta que vai te acompanhar na experiência mais importante da sua vida: escrever sua própria história.

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